Relatórios dos focos de incêndio auxiliam na defesa de multas ambientais

Conseguir comprovar onde o fogo teve seu possível início é uma das possibilidades da ferramenta desenvolvida pela GMG Ambiental. Ela registra, pelos satélites, onde ocorreram os focos de incêndio, o que tem contribuído muito no auxílio das defesas ambientais jurídicas.

Segundo Luciana Gaioso, engenheira agrônoma da Assolave (Associação Rural Vale do Rio Preto), relatórios com os dados fornecidos pela GMG Ambiental embasam os laudos feitos pelos produtores rurais atendidos pela entidade quando há necessidade de uma defesa administrativa ou jurídica em casos de fogo.

“Com essas informações relevadas nos relatórios, levando-se em consideração o raio de atuação do satélite, conseguimos fazer a comprovação de que a detecção do fogo, feita na área do produtor rural, advém de outros alertas emitidos na região”.

Ela afirma que informações como o vento, seu sentido e a velocidade também ajudam nas justificativas. “Os dados dão credibilidade para que possamos demonstrar à polícia ambiental que esse fogo advém de outra área. São provas concretas que conseguimos oferecer.”

Outra variável apresentada é a indicação do déficit hídrico da área do incêndio. “Muitas vezes, pode parecer que o combate ao fogo foi retardado, mas conseguimos comprovar que dependia das condições climáticas”, diz Luciana.

O acesso às informações meteorológicas e o reforço do relato feito pelo proprietário da área atingida são formas de comprovar os fatos à Polícia, já que também ela não está no local no dia da ocorrência, afirma a engenheira.

“Então, quanto mais conseguimos abastecer de informações para determinar a situação da área, mais os policiais ficam tranquilos em relação à pontuação dos critérios da planilha”, esclarece Luciana. 

Outra necessidade que a ferramenta atende é quanto a mensurar a área que foi queimada, para ter um dado comparativo, numa eventual infração que implique, ou não, no pagamento de multa.

Confira mais o depoimento da Assovale na live realizada pela GMG Ambiental, no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=OwKHoa0g8s0&t=1321s

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